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Danica Patrick disse: “Acho que a decisão da Ferrari de levá-lo (Lewis) foi um golpe de mestre, mas é claro que eles teriam preferido Max. A Ferrari só pode se tornar campeã mundial com Max; eles não terão sucesso com Hamilton. Ele é a segunda escolha, mas é melhor em segundo do que em terceiro”

Danica Patrick disse: “Acho que a decisão da Ferrari de levá-lo (Lewis) foi um golpe de mestre, mas é claro que eles teriam preferido Max. A Ferrari só pode se tornar campeã mundial com Max; eles não terão sucesso com Hamilton. Ele é a segunda escolha, mas é melhor em segundo do que em terceiro”

David Alex
David Alex
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O mundo da Fórmula 1 está agitado depois que a ex-estrela das corridas Danica Patrick fez uma declaração ousada sobre a decisão da Ferrari de contratar Lewis Hamilton. Em uma entrevista recente, Patrick não se conteve quando disse: “Acho que a decisão da Ferrari de contratá-lo (Lewis) foi um golpe de mestre, mas é claro que eles teriam preferido Max. A Ferrari só pode se tornar campeã mundial com Max; eles não terão sucesso com Hamilton. Ele é a segunda escolha, mas é melhor segunda do que terceira.”

Esta observação controversa gerou debates entre fãs, especialistas e insiders da F1. Hamilton é realmente um piloto de segunda escolha? Max Verstappen poderia ter sido mais adequado para a Ferrari? E o que isso significa para o legado de Hamilton enquanto ele embarca neste novo capítulo de sua carreira? Vamos analisar.

A jogada ambiciosa da Ferrari

A decisão da Ferrari de contratar Lewis Hamilton para a temporada de 2025 marcou uma das mudanças mais significativas na história da F1. Após anos de domínio com a Mercedes, a transição de Hamilton para a Scuderia levantou sobrancelhas e expectativas. O heptacampeão mundial se juntará a Charles Leclerc, formando o que se espera ser uma escalação formidável.

No entanto, a declaração de Danica Patrick sugere que a Ferrari pode não ter visto Hamilton como seu candidato ideal. Em vez disso, ela afirma que Max Verstappen, o atual campeão e piloto estrela da Red Bull, era a opção preferida da Ferrari.

A lógica por trás dessa alegação não é infundada. Verstappen, que tem sido virtualmente imbatível nos últimos anos, teria sido uma contratação dos sonhos para qualquer equipe. Seu estilo de corrida agressivo, capacidade de extrair o máximo desempenho de um carro e domínio absoluto sobre seus rivais o tornam um ajuste perfeito para uma equipe como a Ferrari, que está desesperada para recuperar sua antiga glória.

Por que a Ferrari não contratou Max Verstappen 

Embora a Ferrari possa ter desejado Verstappen, a realidade é que tirá-lo da Red Bull era quase impossível. O piloto holandês tem um contrato de longo prazo com a Red Bull, onde desfruta do apoio total da equipe e de um carro projetado em torno de seus pontos fortes. O chefe da equipe Red Bull, Christian Horner, enfatizou repetidamente que Verstappen é a peça central do futuro deles, tornando qualquer potencial mudança para a Ferrari altamente improvável.

Além disso, o próprio Verstappen não mostrou sinais de querer deixar a Red Bull. Com a experiência técnica de Adrian Newey e um carro dominante à sua disposição, há pouco incentivo para ele trocar de equipe. A Ferrari, apesar de sua rica história, tem lutado com consistência nos últimos anos, tornando-a uma opção mais arriscada em comparação com a máquina bem lubrificada da Red Bull.

A afirmação de Danica Patrick de que Hamilton era a segunda escolha da Ferrari pode ter alguma verdade, mas isso diminui seu valor? Absolutamente não.

Hamilton continua sendo um dos pilotos mais bem-sucedidos da história da Fórmula 1. Sua capacidade de se adaptar, desenvolver um carro e trazer o melhor de uma equipe é incomparável. A decisão da Ferrari de contratá-lo não foi simplesmente preencher uma vaga — foi sobre injetar experiência de vitória de campeonato em sua escalação.

Se a Ferrari não conseguisse Verstappen, Hamilton era, sem dúvida, a melhor alternativa. Seu histórico fala por si: 103 vitórias em Grand Prix, sete Campeonatos Mundiais e uma capacidade inigualável de atuar sob pressão. A Ferrari pode ter preferido Verstappen em um mundo ideal, mas Hamilton está longe de ser apenas um prêmio de consolação.

A Ferrari pode vencer com Hamilton?

A alegação de Patrick de que a Ferrari  “não terá sucesso com Hamilton”  é talvez a parte mais debatida de sua declaração. Embora seja verdade que Verstappen representa o auge do talento atual da F1, descartar a capacidade de Hamilton de liderar a Ferrari a um título é prematuro.

A Ferrari não vence um Campeonato Mundial desde 2007, e muitos acreditam que suas dificuldades são mais sobre gerenciamento de equipe e desempenho do carro do que talento de piloto. A mudança de Hamilton para a Ferrari traz mais do que apenas habilidade de pilotagem — traz liderança, conhecimento técnico e uma mentalidade vencedora.

A experiência de Hamilton no desenvolvimento de carros vencedores de corrida na Mercedes pode ser exatamente o que a Ferrari precisa para diminuir a diferença para a Red Bull. Além disso, com as próximas mudanças de regulamentação em 2026, a Ferrari tem uma oportunidade real de redefinir e construir um carro que concorra ao campeonato em torno dos pontos fortes de Hamilton.

O quadro geral

A declaração de Danica Patrick, embora provocativa, destaca uma discussão importante sobre as ambições da Ferrari e o cenário atual da F1. Os fãs da Ferrari estão desesperados por sucesso, e a contratação de Hamilton sinaliza que a equipe está falando sério sobre recuperar seu lugar no topo.

Embora Verstappen possa ter sido a escolha ideal, a realidade da política da F1 e os contratos de longo prazo significavam que contratá-lo era quase impossível. Hamilton, apesar de ser rotulado como a “segunda escolha”, traz um nível incomparável de experiência e habilidade para a Ferrari.

A verdadeira questão agora é se a Ferrari pode fornecer a ele um carro capaz de competir com a Red Bull. Se o fizerem, a mudança de Hamilton pode provar ser uma das transferências mais significativas da história da F1.

Considerações finais

A declaração de Danica Patrick adicionou outra camada de intriga à tão esperada mudança de Hamilton para a Ferrari. Enquanto alguns podem concordar com sua avaliação de que Verstappen teria sido a escolha ideal, outros acreditam que a experiência e o conjunto de habilidades de Hamilton o tornam o candidato perfeito para levar a Ferrari de volta ao topo.

Só o tempo dirá se a decisão da Ferrari de contratar Hamilton foi um  golpe de mestre  ou uma oportunidade perdida para Verstappen. Mas uma coisa é certa: os fãs de F1 terão uma temporada emocionante pela frente.

Hamilton pode ter sido a segunda escolha, mas como disse Danica Patrick, “melhor segundo do que terceiro”. Agora, cabe a ele e à Ferrari provar que essa foi realmente a decisão certa.