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Por que a desclassificação de Hamilton não foi um acidente na Ferrari! Notícias de Fórmula 1

Por que a desclassificação de Hamilton não foi um acidente na Ferrari! Notícias de Fórmula 1

David Alex
David Alex
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O Grande Prêmio da China de 2025 ficará registrado na história da Fórmula 1 como um fim de semana de pesadelo para a Ferrari, marcado pela dupla desclassificação de Lewis Hamilton e Charles Leclerc. Embora este incidente tenha sido inicialmente percebido como um erro técnico, declarações recentes de Frédéric Vasseur, diretor da equipe Ferrari, lançaram uma luz nova e perturbadora sobre o assunto. Longe de ser um simples acidente, a desclassificação de Hamilton foi resultado de uma estratégia deliberada, flertando com os limites do regulamento para maximizar o desempenho. Essa revelação, tão ousada quanto preocupante, levanta questões sobre as escolhas da Scuderia e seu futuro em uma temporada de 2025 já tumultuada.

Tudo começou em Xangai, onde a Ferrari finalmente parecia estar voltando aos trilhos. Hamilton, recém-chegado aos Reds, brilhou ao vencer a corrida sprint, sinal de que a aliança entre o heptacampeão mundial e a equipe italiana estava dando frutos. Mas o Grande Prêmio principal se transformou em um fiasco: Hamilton, 6º na chegada, foi desclassificado por desgaste excessivo na placa de proteção sob seu SF-25, medido em menos de 9 mm, enquanto Leclerc, 5º, viu seu monoposto ser considerado muito leve (799 kg contra o mínimo de 800 kg). À primeira vista, esses erros técnicos pareciam refletir negligência ou má previsão das condições da corrida. No entanto, Vasseur ofereceu uma explicação que muda radicalmente a perspectiva.

Em entrevista ao *L’Équipe*, o chefe da Ferrari assumiu a responsabilidade por esse desastre de frente: “Não foi um acidente. Nós forçamos os limites demais, e às vezes não funciona. “Segundo ele, a desclassificação de Hamilton não foi um erro não intencional, mas o resultado de uma busca obsessiva por desempenho, onde cada detalhe – do peso do carro à espessura da derrapagem – é otimizado a ponto de beirar a ilegalidade. “Na F1, tudo se resume a um equilíbrio delicado entre risco e recompensa. Assumimos riscos calculados para sermos competitivos, e dessa vez fomos pegos”, ele acrescentou. Essa filosofia, embora arriscada, estaria no centro da estratégia da Ferrari para competir com equipes como McLaren e Red Bull, que atualmente dominam o grid.

Mas por que tal escolha? Para entender, você precisa se aprofundar nos meandros dos regulamentos técnicos da F1. O derrapante sob o carro, projetado para limitar o efeito solo por razões de segurança, desgasta-se naturalmente durante a corrida. Ao defini-lo o mais próximo possível do limite (9 mm), a Ferrari procurou diminuir a altura do passeio para ganhar força aerodinâmica e, portanto, velocidade. No caso de Hamilton, subestimar o consumo de combustível teria acentuado esse desgaste, fazendo com que ele ficasse abaixo do limite autorizado. “Nós calculamos mal a margem, mas foi uma aposta consciente”, disse Vasseur, rejeitando qualquer ideia de trapaça. Essa abordagem agressiva não é nova: em 2023, Hamilton (então na Mercedes) e Leclerc já foram desclassificados do Grande Prêmio dos Estados Unidos por pastilhas de freio não conformes, prova de que as equipes costumam brincar com fogo.

No entanto, essa estratégia levanta questões. Se a Ferrari assume esses riscos, por que não controlá-los melhor? A resposta pode estar na pressão sobre a equipe. Com a chegada de Hamilton, as expectativas são imensas: os tifosi sonham em retornar ao topo após anos de seca. Vasseur, conhecido por seu pragmatismo, parece pronto para fazer qualquer coisa para restaurar a Ferrari à sua antiga glória, mesmo que isso signifique evitar um desastre por pouco. “Você não vence ficando confortável. “Às vezes você tem que ir longe demais para encontrar o limite exato”, ele disse, sugerindo que mais incidentes podem ocorrer se essa filosofia persistir.

Para Hamilton, essa desclassificação é um golpe, mas não uma surpresa total. Acostumado a equipes jogando nas margens – a Mercedes frequentemente adotou abordagens semelhantes – ele reagiu calmamente: “É frustrante, mas confio que a equipe aprenderá com isso. » O fato é que esse passo em falso é custoso: 18 pontos foram perdidos para a Ferrari, que está presa na 5ª posição no campeonato de construtores após duas corridas. À medida que a McLaren e a Red Bull aumentam a diferença, a Scuderia deve ajustar rapidamente sua mira.

Resumindo, a desclassificação de Hamilton não foi um acidente, mas uma consequência deliberada de uma estratégia ousada. Entre a genialidade e a audácia, a Ferrari anda na corda bamba. A temporada de 2025 promete ser um teste decisivo: essa tomada de risco dará frutos ou levará à queda do lendário time? Uma coisa é certa: com Vasseur no comando e Hamilton no volante, a aventura promete ser eletrizante!